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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Artigo de opinião



FORMAÇÃO CONTINUADA: UM ESPAÇO PARA A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO

 

REZENDE, Mary Carneiro¹


A Formação Continuada, in loco , por meio do Projeto Sala de Educador é uma realidade nas escolas estaduais de Mato Grosso. Esse processo proporciona aos profissionais da educação, em estudo coletivo, reflexões das ações, troca de saberes, planejamento de novas ações e socialização dos resultados. Neste espaço a apresentação de algumas correntes epistemológicas e suas transposições didáticas para o ensino podem estabelecer condições para melhorar o ensino e aprendizagem de seus educandos.
Estudando Humberto Maturana, Médico e Biólogo Chileno, por exemplo, o professor pode perceber que educar se dá no processo de convivência, no qual o ser humano conectado com seus pares se transforma naturalmente, de forma que seu modo de viver se faz progressivamente mais equivalente com o do outro nesse espaço. 
No paralelo educacional essa concepção nos orienta a perceber que para promover o ensino e a aprendizagem é preciso conhecer o educando e se conhecer enquanto educador. 
Do meu ponto de vista, a partir da minha experiência enquanto professora formadora posso dizer que os momentos de estudos coletivos na formação continuada na unidade escolar, têm contribuído significativamente para o meu crescimento intelectual, pessoal e profissional. E isso tem refletido em minha prática pedagógica. Acredito que a ciência é um processo continuado de proposição de problemas e resoluções, tentativas para um melhor entendimento do mundo em que se vive. Para nós a ciência é um processo contínuo, pois o conhecimento não é estático, e nesse contexto é que reconhecemos a importância da formação continuada in loco com os pares. 
Mas sabemos, por meio do acompanhamento, que muitos profissionais que participam desses momentos de formação, não se envolvem efetivamente nos estudos. Nessa perspectiva, várias pesquisas recentes tem nos apontado que alguns profissionais acreditam que a formação continuada não lhes acrescenta saberes, sendo apenas mais um tempo com leituras de teorias que não contribuem com ser fazer pedagógico. Contudo, sabemos que não há prática sem teoria e nem teoria sem prática.
 Nesse sentido é que sugerimos uma metodologia que contemple momentos de leitura, reflexão, planejamento, ação e socialização dos resultados obtidos e (re) planejamento se for o caso. 
Por fim, fundamentados nos estudos de diversos epistemólogos da ciência, queremos crer que a Formação Continuada por meio do Projeto Sala de Educador em seu loco de atuação profissional, tem contribuído significativamente com subsídios teórico-metodológico para a maioria dos profissionais da educação, instigando a reflexão sobre suas práticas pedagógicas bem como a mudança de postura e planejamento de novas ações com metodologias diversificadas estabelecendo condições mínimas para a aprendizagem significativa.


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¹ Licenciada em Biologia pela UFMT/ ICLMA, Especialista em Biologia UFLA/MG,  Mestranda em Ensino de Ciências Naturais pela UFMT-Cuiabá. Professora Formadora de Biologia no CEFAPRO/ Barra do Garças-MT.
E-mail: marycrezende@yahoo.com.br

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